Nenhum outro filme desta produtora, nem mesmo os dois Shrek, tiveram tanta aprovação das crianças quanto este, graças à qualidade da animação e da história. Um grupo de animais acorda, após longa hibernação, diante de um condomínio construído na porta da floresta. As reações são divergentes, uns querem logo partir para a ignorância, outros vêem a invasão com bons olhos, e a possibilidade de viver dos restos da civilização consumista dos humanos. A questão política por trás do aparente descompromisso cômico, é como reagir à proximidade de seres estranhos e potencialmente inimigos. Enfrentar ou conviver? Muito atual. Não é de hoje que as animações, sob o manto do entretenimento, plantam sementes nas cabecinhas infantis.